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sexta-feira, 7 de junho de 2013

[Crítica] Depois da Terra

M. Night Shyamalan é o cineasta mais incompreendido de sua geração. Não é o melhor (um dos, sim). Talvez seja o mais provocativo - motivo de seus filmes darem errado tanto pra crítica quanto em bilheterias (mesmo sendo um estilo "autoral e acessível"). Entretanto, após sair da sessão estranhei o motivo de seu novo projeto, Depois da Terra, ter sido tão negativado pelos críticos na internet (alguns chegaram a chamar de o pior filme de todos os tempos). Perseguição midiática, birra... não sei.

Pois a verdade é que este é o Shyamalan mais digerível. Ele já havia chamado todos para a treta com seu desafiador Fim dos Tempos (seu mais incompreendido, vale ressaltar). Porém, após tanto massacre, parece que ele decidiu dar um passo para trás - e seu truque mais famoso (final surpresa) também ficou para trás. Mas, enfim, nada disso o torna pior.

Mil anos depois de um cataclisma ter forçado a humanidade a sair da Terra, Nova Prime se tornou o novo lar dos humanos. O lendário general Cypher Raige (Will Smith) retorna para sua família depois de uma longa ausência a serviço, pronto para criar seu filho de 13 anos Kitai (Jaden Smith). Quando uma tempestade de asteroides danifica a nave de Cypher e Kitai, eles caem numa Terra perigosa e inóspita. Enquanto seu pai fica à beira da morte no cockpit da nave, Kitai deve percorrer o terreno hostil para recuperar seu sinalizador de resgate. Durante toda sua vida, Kitai quis ser um soldado, como seu pai, e hoje ele tem essa oportunidade.
Mais uma vez, Shya retoma um tema tão precioso em sua filmografia: as relações familiares. Como poucos ele consegue ser tão cafona e sensível ao mesmo tempo. Mas nem sempre foi assim (em especial, seu inicio de carreira), onde ele não conseguia encontrar um equilíbrio. Aqui, ele simplesmente o domina (um de seus trabalhos mais estáveis). A escolha de Will e Jaden, por mais que comercialmente tire o foco, consegue ser simplesmente perfeita - e eles seriam meros personagens unidimensionais se não houvesse uma profundidade em suas histórias, que o diretor as explora através de flashbacks mais seguros (segurança também é a palavra-chave aqui, coisa que ele conquista cada vez mais em sua carreira). 
Depois da Terra também marca um dos melhores encontros entre os dois principais elementos de seus filmes: a atmosfera e o sentimentalismo. Herança dos titios Hitchcock e Spielberg. Mas Shyamalan não é nenhum deles - é ele mesmo, vale compreender.

Atmosfera ele sempre demonstrou dominar, sabendo cadenciar o ritmo precisamente com a trilha sonora, construir a adrenalina até usar suas imagens e o roteiro para arrancar sustos. E neste filme isso nunca ganhou tanto sentido, já que se trata de uma história de amadurecimento através da quebra do medo, dos monstros do passado. Para isso ele usa suas antíteses (é disso que seus filmes se tratam afinal), aqui surgindo num embate entre segurança e insegurança, frieza e emoção, formal e informal. Isso dá espaço para o lado do sentimental, sempre presente em seus filmes, algumas vezes mais sútil (A Vila e Corpo Fechado) outras vezes escancarado (Fim dos Tempos). Aqui, ela está escancarada, mas é humana, com nuances e envolve. Medo e amor se fundem - por isso é seu filme mais equilibrado, não soando piegas ou irregular em nenhum momento (o desfecho me arrancou algumas lágrimas, admito).
A capa de ficção científica também funciona. O universo é absurdamente criativo e empolgante (confesso que não lamentaria se anunciassem uma continuação), com todo o design de produção e direção de arte um colírio para os olhos, completamente imersivo - algo fundamental em um filme atmosférico. 

E, mesmo após tudo isso, é duro constatar que as pessoas continuarão negando o inegável: Shyamalan é arrogante, sim, mas é talentoso pra caralho. 

NOTA:





9 Jokers!


Trailer:

quinta-feira, 6 de junho de 2013

[Crítica] Além da Escuridão - Star Trek


O espaço-sideral...As estrelas...Acontece muita coisa por lá...Jornadas, Guerras, gigantes verdes, famílias perdidas por lá, naves espaciais...Então eu trago comigo, em primeira m...Não, já foram uns 6 sites brasileiros...Enfim, trago a crítica de Além da Escuridão - Star Trek  (Into Darkness - Star Trek) como já perceberam.


Francamente, eu sou uma merda em questão de escrever sinopse, eu acabo detalhando muito o filme e tal, e eu acho que esse é aquele tipo de filme que você tem que ver para se "surpreender"...Mas vamos lá: John Harrison (Benedict Cumberbatch), renegado da Frota Estelar, se torna uma nova ameaça, fazendo com que Kirk (Chris Pine) seja enviado para capturar John, dentro do império Klingon, que está a beira de uma guerra com a Federação.


Então...Que filme foda! Tão bom quanto o primeiro, embora esse seja bem mais até aventura e ação, e até um pouco superior ao primeiro filme em questão de atuação, como a de Chris Pine e Zachary Quinto, e incluindo Zöe Saldana (agora com melhor desempenho do que o primeiro e mais espaço), e Karl Urban, sempre aparecendo nos momentos certos, com...As falas certas, e claro, Simon Pegg, também com destaque e melhor desempenho nesse filme. Agora, acho que ficaram mesmo sem muito espaço no filme, foram John Cho e Anton Yelchin, mas, se bem que eles já tinham destaque no primeiro filme. Alice Eve foi basicamente um pequeno ponto fraco no filme; atuando, mas fora isso, não estraga de jeito nenhum o filme.

E é claro, deixei o melhor para o final: Benedict Cumberbatch, o Sherlock Holmes da atualidade (série exibida na BBC), aqui tem um espetacular desempenho interpretando o misterioso John Harrison. Ele o Coringa (Heath Ledger) desse filme, o Vass; quando ele aparece, é claro que vai haver uma cena foda de ação (ele é um super-humano, pronto! Não é um grande spoiler, pois existem outros...), ou diálogos fodas. O seu modo de falar, de agir, é excelente, é inesperado.
E é claro, as cenas de ação. Começando pelo...Começo do filme; o inicio, na cena em que Spock entra no vulcão, é tensa, pelo menos pra mim. Além dessa o ataque de Harrison na Frota, Harrison contra o Klingons, a Enterprise caindo na Terra, mostrada em diversos comerciais, fotos, posters e trailers, e mais algumas cenas tensas, com a presença do vilão-não-genérico do filme (bem melhor que Eric Bana no 1º filme), K...John Harrison..

Sabe, Jornada nas Estrelas, ou Star Trek, como você quiser chamar (não vejo nenhum problema no título brasileiro, mas é melhor o original mesmo), já percorreu mesmo várias jornadas, vários filmes no final dos anos 70, nos anos 80, e no meio dos anos 90, e finalmente, retornou como um reboot em 2009, e que 98% das pessoas (o 2% são os otimistas e os relacionados ao filme), não gostaram nem um pouco, mas veja só: o filme foi excelente, e a sequência, melhor ainda! E se você viu os filmes dos anos anteriores, irá encontrar muitas referências de um desse filmes...Mas isso já é um grande Spoiler, então termina-se essa crítica por aqui.

10 Jokers


Notas da Equipe:
Rafael: 9/10
Gustavo: 10/10
Vinicius: 9/10

KHAAAAAAAAANNNNNNNNNN!!!!!!!!!

sexta-feira, 31 de maio de 2013

[Crítica] Se Beber não Case - Parte 3



O Maior triunfo de Se Beber Não Case (2009) foi ser uma comédia destinada a um publico mais velho do que o normal, diferentemente de comédias como American Pie. O Filme trazia um humor mais adulto e baseado em situações meio pesadas. O Primeiro filme é muito bom, e por esse motivo, como é de costume no cinema, fizeram a continuação que trazia piadas mais pesadas ainda. Esse, apostou em utilizar quase o mesmo roteiro que o primeiro, só que mudando o lugar e algumas situações. Não foi lá essas coisas mas não chega a ser ruim.

Enfim, chegamos ao terceiro para fechar a trilogia (que deveria ser um filme só). Logo em seus primeiros trailers e imagens, o filme satirizava o final da franquia Harry Potter, colocando nos posters "Final Épico!". É claro que era uma piada, e em nenhum momento veríamos algo épico, mas acho q coisa passou dos limites em termos de "ruindade", e passou mesmo! Mesmo trazendo Las Vegas de volta, personagens como Doug Negão (que é uma das poucas piadinhas legais do filme), ele consegue ser pior que o segundo.

Dessa vez, não temos bebedeira e nem casamento de inicio. Depois da morte do pai de Alan (Zach Galifianakis), Phil (Bradley Cooper), Stu (Ed Helms) e Doug (Justin Bartha) resolvem leva-lo para uma clinica de tratamento, pois acreditam que ele não está bem. Só que no meio do caminho, eles são atacados por um chefe do trafico que quer descobrir o paradeiro de Leslie Show (Ken Jeong). Ele obriga do "bando de lobos" a ir atrás de Show e recuperar seu dinheiro perdido.

O Filme tem mais ou menos 1 hora e meia, e eu me senti assistindo 40 minutos de história, só que prolongada. Alias, se formos analisar tudo, nem 40 minutos dá...Mas enfim, mesmo indo assistir o filme pensando "Não irá ser melhor que o primeiro" eu não consegui gostar dele, sendo nem saber da história do filme eu sabia, pois tinha visto uma ou duas fotos ou lido a lista de atores, no máximo.
Mas Para não falar só mal do filme, irei elogiar uma coisa: Ele se dá bem em mostrar que o personagem Alan é perturbado. Seus pais vêem seu filho, com quase 40 anos, com a idade mental de uma criança de 5, e obviamente ficam preocupados (alias, um dos motivos de seu pai morrer). Todos os personagens, assim como nós, sabemos que Alan é infantil demais, e que precisa de ajuda. Isso é mostrado muito no começo, e ao longo do filme, temos pequenas lembranças disso. No final temos uma certa "resolução" disso, que já era meio fraca, até vermos a cena pós créditos em que toda essa ideia do amadurecimento de Alan é jogada no lixo.
O Humor pesado continua lá, mas não salva nada pois não é bem executado. Não tem Bebedeira, Mike Tyson, Animal, Não tem fotos da noite passada rolando nos créditos. Parando para analisar, isso é até uma evolução, pois não necessariamente ele precisa ter alguns desses elementos para ser um filme bom, mas mesmo assim, fracassou sem eles.

Deixo claro que não sou um critico, e esta é apenas minha opinião. Mas se for para recomendar o filme, não recomendo. Talvez, você conheça alguem que goste ou tenha gostado, ou até mesmo você goste, mas acho isso difícil.

4 Jokers
PS. Agora se os senhores me dão licença, vou ver Velozes e Furiosos 6 de novo. Abraço!

quarta-feira, 29 de maio de 2013

[Crítica] Velozes e Furiosos 6 + Jason Statham vem ai!!!

[ESSE TEXTO CONTEM SPOILERS VIOLENTOS E BRUTAIS!!! Por que eu falei isso?...]

Foi ao cinema pensando: Que merda, vou ter que ver esse filme mesmo sabendo que o ultimo foi um Coco flamejante...mas eu sou um verme mesmo, então vou ver! Dai, saio da sala de semana: Caraca...Não é que foi bom? Velozes e Furiosos 6 acabou se mostrando um filme divertido e 1000 vezes melhor que o ultimo! Mas vamos por partes (E acredite, será interessante!).

Sinopse:
Desde que o golpe de Dom (Vin Diesel) e Brian (Paul Walker) no Rio de Janeiro deixou o grupo com US$100 milhões, os heróis se espalharam pelo globo. Mas a incapacidade de voltar para casa e viver em um lar tornou suas vidas incompletas. Enquanto isso, Jobbs (Dwayne Johnson) esteve perseguindo uma organização de mercenários sobre rodas, um grupo de homens cruéis divididos em 12 países, cujo mentor (Luke Evans) tem ajuda da destemida Letty (Michelle Rodriguez), a antiga namorada de Dom, que ele acreditava estar morta. A única maneira de parar este grupo de criminosos é superá-los nas ruas, por isso Hobbs pede a Dom para reunir um grupo de elite em Londres. A recompensa? Perdão a todos eles, para poderem voltar para as suas casas e tornarem suas famílias completas novamente.

Entre cenas de ação que desafiam as leis da gravidade (as quais eu tinha falado mal, mesmo sem ter visto, e hoje vejo q foi besteira), passagens de tempo meio esquisitas, cenas de luta muito divertidas, o filme consegue melhorar o final "Nhé" do ultimo. Não chega a ser um grande filme de ação, mas sabe aqueles filmes que são ruizinhos mas você fala: "Até que foi divertido ver isso e comer pipoca!"? Esse é o filme. Alias, grande parte disso vem do carisma de The Rock.



Agora, o filme acaba tendo cenas muito "Nada a ver" como The Rock ter o vilão na mira em determinado momento, e não atirar, alem da cena final, em que vemos uma pista de decolagem maior que 50 cidades de Balbinos (hahaha, não entendeu a piada? Eu moro em uma cidade com esse nome, caso vocês não sabiam, mas enfim, voltando a critica). Agora, durante o filme o que mais me surpreendeu foi a personagem de Gina Carano, que proximo ao climax, revela ser aliada do vilão o.O Clichês divertidos como esse, fazem o filme ser diverto.


Agora, esse filme fez uma conexão com os outros da franquia, como o quarto e o terceiro (que para quem não sabe, é uma história que se passa depois do 4, 5 e 6). E Essa conexão começa na morte da personagem Gisele, parceria do personagem Han (introduzido a franquia no terceiro), onde percebemos o motivo de ele ir a Tokyo, planos que eles tinham juntos, e termina na cena pós creditos, onde temos...


Sim! Statham será vilão no sétimo filme! Que em minha opinião, é desnecessário, afinal, o diretor Justin Lin irá sair, mas enfim. Na cena, vemos a cena de perseguição do terceiro filme onde Han morre. Eu não sei se vocês lembram (quem viu o filme, é claro) que Han estava fugindo com seu carro e outro carro bate nele, dai, ocorre a exploxão. Quando vimos o filme lá em 2007, foi normal, Mas! Na cena, descobrimos que a batida foi proposital, e não um acidente, e quem estava no carro eram Statham, que interpretada o irmão do vilão desse terceiro filme, buscando vingança pelo irmão morto...Clichezão, não? 

Cena Abaixo:

Eu recomendo a todos que viram o quinto, que vejam esse, pois é muito melhor, tanto em diversão, quanto em ação. E que da proxima vez que forem ver o terceiro filme, vejam ele depois de todos, assim, a história irá ser mais conectada e terão uma familiaridade com o personagem Han, e saber de tudo o que passou com ele.

Enfim, pegue seu Balde de pipoca, uma Coca (por favor, se forem tomar, que seja normal, por que Coca Zero é muita frescura!) e se deliciem com Velozes e Furiosos 6!

6 Jokers e Meio (Não tenho imagem com meia carta, Mals!)

Notas da Equipe:
Rafael: 6,5/10
Gustavo: 8/10
Vinicius: ...

segunda-feira, 29 de abril de 2013

[Crítica] Laranja Mecânica

A tela está laranja. Uma estranha música começa a tocar. O nome de Stanley Kubrick aparece destacado. De repente, o rosto de um jovem aparece. Ele olha para câmera. Mas há algo de estranho nesse olhar - é penetrante e, de alguma forma, estranhamente sincero. Um lado é preenchido por cílios falsos, com o olho atento e maldoso; o outro é vazio, quase fantasmagórico. Apenas com esse head shot (um dos mais geniais da história do cinema) já sabemos que existe uma dualidade no personagem - dualidade esta que atravessa todo o filme. 

Claro, isso não é nenhuma novidade em um filme de Stanley Kubrick. A ironia permeia sua filmografia inteira (tal como em Dr. Fantástico, sendo a cena final o universo acabando por causa da guerra nuclear enquanto toca no fundo "We'll Meet Again") e o diretor sempre usou o cinismo para esfregar verdades na nossa cara. Mas Laranja Mecânica talvez seja o filme-síntese de sua filmografia (não o melhor - este eu diria que por pouco é 2001), sendo uma combinação perfeita desse seu espírito negro e cruel com seu trabalho atmosférico. 

Em uma desolada Inglaterra do futuro, a violência das gangues juvenis impera, provocando um clima de terror.Alex (Malcolm McDowell) lidera uma das gangues e, após praticar vários crimes, é preso e submetido à reeducação pelo Estado, com base em uma técnica de reflexos condicionados.

Laranja Mecânica é dividido em duas partes; a primeira, do caos, da violência, da maldade e dos jovens. A segunda é a do controle, das regras, das divisões. Se na primeira parte Alex era o líder do caos, na segunda é obrigado a ter que adequar-se ao mundo certo. 
Enquanto livre, a violência e a sexualidade eram pulsantes (há algo estranho no tamanho de símbolos fálicos inseridos por Kubrick - mais simbólica do que a cena de Alex batendo em uma mulher com uma escultura de um pênis gigante não há), sua dualidade era notável - enquanto tinha uma cobra guardava em sua gaveta ouvia também Beethoven. Porém, depois que é preso, lida com um guarda com o bigode de Hitler, um padre fanático (porém, secretamente homossexual) e um político que "só quer ser seu amigo"; ele precisa lidar com um sistema que quer acabar com seu lado humano, transformando-o apenas num robô, sem alma, sem sentimentos - apenas o da dor (e a interpretação espetacular de Malcolm McDowell ajuda a criar uma complexidade para não transformá-lo em um ser unidimensional)
Kubrick, porém, não quer que notemos tudo isso apenas racionalmente, explorado uma atmosfera perturbadora e hipnotizante (tal como em outros de seus trabalhos, como 2001, O Iluminado e De Olhos Bem Fechados), com a trilha sonora martelando de forma incomoda, as insinuação, elipses, o trabalho com a câmera (o perfeccionismo de Kubrick não é pra qualquer coisa - nos sentimos, de fato, na pele de Alex). 

No inicio, os contra-plongees eram feitos em Alex, e os plongees em suas vítimas; depois, porém, quando ele vira um fraco (preso pela gravata e o terno que usa), a sociedade o domina e ele só é enquadrado com os plongees; os close-up's são caóticos, os rostos das pessoas se vingando quase parecem com o macaco descobrindo a arma em 2001 e o mundo civilizado e polido cai diante de nossos olhos para percebemos que Kubrick pintou um espelho da nossa sociedade, com seus valores revanchistas e hipócritas (e as alfinetadas na mídia, na política, na religião e na burguesia estão distribuídas de forma satírica, propositalmente caricata, um exagero da realidade - e isso que é o Cinema, afinal). 
Percebemos, então, que a ultraviolência era uma reação radical à opressão que os jovens passavam, fruto de um grito contra uma geração já castrada; o mundo da ordem e do controle logo se torna tão primitivo e animalesco quanto o que temia.

Laranja Mecânica é a sociedade desnudada na nossa frente, com a verdade sendo cuspida de forma visceral e opressora na nossa cara, a ponto de não podermos negar: o Inferno é aqui, na Terra.

NOTA:




10 Jokers!

Essa crítica está sendo publicada porque o CineSESC irá reexibir o filme durante essa semana. NÃO PERCA TEMPO E VÁ CURTI-LA NA GRANDE TELA - VALE MUITO!!

Trailer:

sexta-feira, 26 de abril de 2013

[Crítica] Homem de Ferro 3


O terceiro filme do paladino ferroso da Marvel é excelente. Peca ao esquecer que o herói não está  mais sozinho, mas isso não incomoda num filme do herói mais carismático do universo Marvel das telonas.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

[Review] DmC - Devil May Cry


-"Que p*rra é essa?! Quem é viado? Não é o Dante."
Palma, palma, não priamos canico; não vamos julgar um livro pela capa, pois isso nos últimos já fez as pessoas quebrarem a cara basicamente. Vejamos os filmes de super-heróis por exemplo: 99% das pessoas reclamaram que havia um ator que o papel mais lembrado era de um homossexual, e um outro ator problemático e drogado. Acabo que no ano de 2008, foi lançado 2 filmes fódasticos, nível: O Poderoso Chefão, Parte II: Batman - O Cavaleiro das Trevas e Homem de Ferro. A atuação de ambos foi ótima, junto com a direção, o elenco e o roteiro.
Então, depois desse texto de 7 linhas, que tem haver com o post, mas não necessariamente com o desenvolvimento, história ou outra coisa, vamos ao prato principal:

Devil May Cry é um jogo desenvolvido pela Capcom e criado por Hideki Kamiya, e lançado inicialmente como uma continuação de Resident Evil 2, mas o projeto estava bem diferente "de ser um Resident Evil", então, para descartar o projeto, decidiram lançar um jogo totalmente novo. E assim surgiu a franquia hack and slash, Devil May Cry (ou DmC mesmo), com seu protagonista tão adorado, foda e carismático, Dante. A história da franquia terá um post em breve.
Quando a Ninja Theory (Enslaved - Journey to the West, Heavenly Sword), chegou para ser a nova responsável para desenvolver o game, a própria Capcom pediu para mudar por completo o Dante, além da história e os personagens recorrentes. E quando decidiram mostrar o novo Dante, a recepção era muito negativa. Mas a Ninja Theory fez como Haim Saban fez com os Super Sentai: fez que agradece o público ocidental. O novo Dante parece mais um "bad boy" "inútil para a sociedade", do que o oriental que fazia coisas absurdas (falo isso mais precisamente do 3º jogo), e era carismático. Mas ao longo do jogo, o novo Dante se demostra sim, um personagem carismático, "boca-suja" (um dialogo extremamente brasileiro: -"Fuck you." "Fuck you!" "Fuuuck yooouu!"), e no até bem parecido com o Dante original. O problema mesmo do protagonista seria a falta de motivação que vinhamos no original, sabe? Aquilo de "eu defenderei os humanos" e tal. Ele acaba não demostrando muito isso. Além da própria história do jogo parecer um filme, transforma Dante ainda mais num herói.

Vergil e Kat são bons personagens no game. Vergil, fala calmo, mas não parece tão foda até o certo ponto do game, e Kat não aquela personagem sexual do jogo. Fora os personagens, a história não é lá merecida Nota 10, mas pelo, um 9.2 por ai. Bem cinematográfica, é uma história que agrada também, principalmente por haver os demônios que controlam a sociedade com programas televisivos e refrigerantes, e o anarquista anônimo que sabe de toda a verdade (história um pouco...Meio V de Vingança e Eles Vivem!). Ao desenrolar do game vai melhorando mais por contar com bons diálogos.

A jogabilidade do jogo é simples, fácil de executar os combos, com os "modos Anjo e Demônio" respectivamente além do novo cenário incrivelmente espetacular, tendo um visual tão espetacular e tão bem feito.

DmC é um jogo divertido de jogar (assim, vi que umas pessoas ai não gostaram por ser "nojento", violento demais...Foda-se), e bastante recomendado, assim como os outros jogos da série (o 4 na verdade, foi o único que não joguei), ainda mais se você tem PS2, então pode ir no lugar mais próximo para comprar seu jogo...Ou compre legalmente por R$ 80, 00 ;)

Nota:


Disponível para:
-PlayStation 3
-XBox 360
-Microsoft Windows

segunda-feira, 15 de abril de 2013

[Crítica] Oblivion

Há de se notar um certo talento em Kosinski, diretor de Tron: O Legado e o recente Oblivion. Suas premissas são sempre ambiciosas e seu talento para composição visual é algo ainda maior. O problema, em um geral, é a execução, desenvolvimento e termino... ou seja: todo o filme - e se pelo trailer seu filme dos sonhos (Oblivion, para os que não sabem, é um filme planejado de longa data pelo cineasta) empolgava, o resultado na tela é não menos que broxante. Salva por alguns momentos, mas o resultado final (perdoe meu senso de humor engraçaralho) é... óbvio. 

Jack Harper (Cruise) é um dos últimos coletores restantes na Terra. Ele faz parte de uma grande operação para extrair recursos vitais, depois de décadas de guerra com uma ameaça terrível conhecida como Scavs. Com a missão quase completa e sempre vigiando os céus a metros de distância, a vida de Jack muda radicalmente após resgatar uma moça (Kurylenko) de uma nave espacial que caiu. A chegada dessa mulher o fará questionar tudo o que sabe e colocará o destino da humanidade em suas mãos.

O inicio de Oblivion, toda a construção de atmosfera e apresentação ao universo são instigantes. A história parece que irá render grandes resultados - e tinha todo potencial para isso. Comecemos, portanto, por todo cenário criado, com um design de produção e direção de arte impecáveis, quase um colírio para os olhos. 

Talvez fosse uma boa ficção científica de ação - como Tron, com claras ressalvas -, mas o filme cai exatamente por sua indecisão, sendo que por não conseguir alcançar todas as reflexões que pretendia, acaba se tornando uma obra maçante, pouco envolvente, fria e - veja só - até mal filmada. 
Isso fica óbvio com o desnecessário e atrapalhado uso da câmera em primeira pessoa, cortando qualquer chance de grande composição de cenas, mais parecendo querendo atrair a geração Call of Duty. Inclusive, tirando essas poucas partes, não há mais ação no resto do filme. Há, na verdade, um exagerado (e claramente comercial) número de closes no rosto de Tom Cruise.
Mas se por trás das câmeras Kosinski decepciona, espere até ver o roteiro. Enquanto começa de forma extremamente intensa, no desenvolvimento Oblivion dá as caras à previsibilidade e tentando fugir disso com o viés "filosófico" fica pior ainda, pois fica evidente a falta de profundidade em absolutamente tudo. Pior ainda são as referências gratuitas e pouco originais que acabam tornando-o uma grande reciclagem de outras grandes obras - algo que esta está longe de alcançar. 
Pois o drama do homem preso ao sistema com uma dupla identidade é muito melhor desenvolvido em Total Recall - e tem até uma (pobre) referência ao personagem Douglas Quaid, que não quer mais a loira certinha, mas sim procura como escape a morena exótica. Ou se queremos um negão revolucionário usando óculos escuros, temos Morpheus, em Matrix. Se queremos filmes pós-apocalípticos que falam sobre solidão e humanidade, até mesmo WALL-E se sai melhor. As reflexões sociológicas, filosóficas, teosóficas e poéticas ficam apenas no papel, pois tudo é extremamente superficial e engessado - caminhando para um final óbvio, mal resolvido e forçado.

Tudo isso para um filme que pouco empolga. As referências à obras como 2001 (o olho vermelho de HAL) não salvam - pelo contrário, me fizeram pensar em como poderia estar vendo um filme melhor. O didatismo também não ajuda, tratando o espectador como imbecil; o excesso de flashbacks é irritante e bobo, tal como o prólogo explicando tudo que aconteceu para, logo depois, explicarem novamente para uma determinada personagem. 

Enfim: um resultado idiota. 

NOTA:




4 Jokers

Trailer:

domingo, 14 de abril de 2013

[Assistiu] Elementary: Sherlock Holmes nos Tempos Atuais

[Postado originalmente no dia 02/11/2012]

Recentemente tenho assistido umas séries de televisão, e uma delas é regular: Arrow, que é sobre o Arqueiro Verde; uma série que pega mais o clima de Batman Begins (mais realístico), e tenta ser o novo Smallville. É até melhor que Smallville, mas é meio chato, acho que tem chances de melhorar. Mas enfim, além dessa série, tenho assistido uma melhor: Elementary; o segundo seriado que adapta o personagem Sherlock Holmes a atualidade, e o único que é exibido no Brasil.

Eu estava ansioso para ver a série Sherlock (2010), mas depois de um tempo, já tinha até esquecido que existia essa série. Então chegamos a atualidade, alguns meses atrás (acho que em outubro), vejo um comercial de televisão da série Elementary. Lembro de ter lido uma notícia sobre essa série que estrearia (no Omelete), mas faz tempo. Na série, Sherlock Holmes (Jonny Lee Miller), é o ex-consultor da Scotland Yard, e ex-drogado. Por ter se envolvido com drogas, ele acaba virando consultor da polícia de Nova York, se mudando para lá então. O pai de Holmes, acaba contratando Joan Watson (Lucy Liu, interpretando uma versão feminina do parceiro de Holmes, John Watson), que trabalha para cuidar de viciados em drogas em recuperação. Watson perdeu era cirurgião, mas acabou perdendo um paciente, e perdeu sua licença.
Então tá bom, como Arrow, esqueci de que na minha cidade, o Horário de Verão não tem aqui esse ano, então acabei perdendo o primeiro episódio. Tudo bem, assisti então o segundo episódio da série, e achei bom. Então passou a reprise do primeiro episódio; achei bom também, mas o segundo era melhor. Depois do terceiro episódio, que eu considero o mais fraco da série até agora, o mais superficial, parei de assistir um pouco, e acabei pegando as reprises.
Alguns dias atrás vi o sexto episódio da série, e achei simplesmente ótimo, sem contar que esperava que pelo menos o nome Moriarty seria mencionado! Afinal, é o maior inimigo de Sherlock, basicamente o único que "duela mentalmente" contra ele (veja O Jogo das Sombras que entenderá..).

O Sherlock Holmes dessa série é bem diferente dos filmes de Guy Richie e da série britânica (Sherlock); eu esperava não ter um tipo de dr. House na série, afinal de contas, o próprio criador diz que a criação de House foi inspirada em Sherlock Holmes.

Nessa série, temos um Sherlock diferente (não só está trabalhando na Nova York de hoje em dia, e usando a "tecnologia" de hoje em dia, como celular ou a televisão), com o corpo cheio de tatuagens (algumas para esconder cicatrizes talvez), até parece um pouco com o Hugh Laurie (House). Bem o resultado, é a ótima atuação de Jonny Lee Miller. Fazer de Watson uma personagem feminina, até foi uma ideia original, boa, a atuação de Lucy Liu é ótima. Na série ainda existe os personagens de Jon Michael Hill, o detetive Marcus Bell, que não tem muito espaço na série, quer dizer, na verdade só aparece ali para contracenar com Holmes, ou avisar que conseguiu alguma "pista" do caso. Aidan Quinn interpreta o capitão Tobias Gregson, do departamento de polícia de Nova York.

Casos, meio estranhos, como três irmãs sendo mortas por algum motivo, ou um homem que já estaria morto antes do avião cair na praia matando todos os passageiros, mas mesmo assim os episódios foram bons até agora; começam bons, o mistério vai ficando bom, e ai quase no "final da metade", o episódio vai ficando lento e o suspeito vai sendo descoberto.
Não posso deixar de mencionar a abertura da série que é excelente, como a música tema dos filmes com Downey Jr., com um som de violino fantástico.

Enfim, Elementary é uma boa série, quase ótima, e tem grande chance de melhorar, não acho melhor que os filmes de Guy Richie com Robert Downey Jr. no papel, mas é boa mesmo assim. Além dos mais, a primeira temporada já está confirmada ter 24 episódios. Elementary é uma série muito recomendada, então, assista se quiser, e se divirta.

Trailer:

terça-feira, 2 de abril de 2013

[Review] Demo de Injustice: Gods Among Us


Aaaaa, que jogo foda...No final da Demo tem um texto: "Agradecemos por ter jogado a Demo de Injustice: Gods Among Us". Mas sou eu que devia agradecer por terem liberado a Demo de um game que custará R$ 139 aqui...Mas, vamos para as primeiras impressões...

Faltando apenas 2 semanas para o lançamento oficial do game (19 de abril), a WB junto com a NetherRealm Studios (sim, Mortal Kombat...), criam um novo game tão absurdo, não TÃO violento (os  sons e efeitos dos socos e chutes só dão a impressão), e tão foda que diverte quem joga. Por que? Bem, a Demo lhe dá a escolha de apenas 3 personagens (de 24) - Batman, Mulher-Maravilha e Bruce Willis Lex Luthor, e Doomsday não é jogável -, lutarem em dois lugares diferentes de Gotham City. E não para por ai; os objetos presentes nesse cenários, podem ser interagidos, e de formas ABSURDAS! Como por exemplo, chutar o seu oponente direto num avião do alto de prédio; e do mesmo, joga-lo para a frente de um trem, e ser atropelado, e mais umas 2 coisas incrivelmente fodasticas! Nem dá raiva de estar perdendo pro oponente e ainda ser jogado para vários lugares até você perder sua energia; não, dá vontade de rir e pensar: -"P#rra foi essa?!". Ainda mais quando você ativa, um tipo de "rage", e principalmente a do Batman, onde ele: joga uma bomba de gás no oponente e o mesmo é eletrocutado, depois leva um chute, depois ele joga uma bomba no mesmo, e ainda ele é atropelado pelo Batmóvel!

Mortal Kombat vs DC Universe: um game não tão ruim (é, eu sou um cara otimista), mesmo que não é 85% Mortal Kombat (sangue, muita violência, Fatality sangrentos e violentos), é um game legal. E o'que isso tem haver com esse post? ...É mesma a idiota a pergunta. Porque se MK vs DC foi fraco, MK 9 e Injustice são fodasticos. Injustice pode-se ver os personagens jorrando sangue as vezes, diferente de MK vs DC que eram gotas...Mas foda-se esse game, isso é Injustice, e temos o Batman (Óbvio, que foi logo de cara o primeiro lutador que escolhi) lutando...Eee, não lá essas coisas, mas, ele é O Batman né. E Lex Luthor (apenas quem quer apelar no jogo o escolheria!), com aquela armadura, e que acaba perdendo da Mulher-Maravilha, na verdade, foi a que eu mais joguei; ganhei até do "assassino do Superman", Doomsday, sem perder o "primeiro round" (chamei assim, mesmo o jogo não sendo "dividido" em rounds, e sim na barra de energia do personagem, que são duas). E de novo, é absurdo o modo como várias partes dessa Gotham City servem como as Death Traps Arena nos 3 últimos MK's antes do Vs DC, só que não tão sangrentas e violentas, e sim cômicas.
O estilo 2-D da tela também é uma coisa que agrada bastante, e a jogabilidade meio MK, além da excelente dublagem; como a da Mulher Maravilha é a mesma do desenho animado (sabe, aquele do SBT), e a do Batman da Trilogia do Cavaleiro das Trevas.

Se fiquei impressionado com a Demo do game, que só tinha disponível o modo Battle e Multiplayer, imagina se eu comprasse depois do filme d'Os Vingadores e de eu ter PS3, tudo é possível!.

Recomendado, e muito!

Injustice: Gods Among Us será lançado 19 de abril, para PS3, XBox 360 e Wii Uuuuuu, vaia.
A Demo do game já está disponível para a live e psn.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

[Crítica] G.I. JOE 2: Retaliação


Muitos já se foi reclamado e gritado sobre o adiamento da continuação de G.I. JOE 2 - filme que dá continuidade à uma série baseada em brinquedos. O motivo, claro, foi estritamente comercial, longe de artístico. Só isso, além do pobre primeiro filme, indicavam que Retaliação seria mais uma bomba facilmente esquecível, como Os Vingadores (chupa!).

Mas eu, como cinéfilo, procuro manter minha cabeça longe de preconceitos quando entro em uma sala; não, não digo aquela besteira de "desligue seu cérebro", mas sim de entrar no clima, disposto (com o senso crítico ligado, claro) a compreender a proposta que cada filme tem (são diversas, então sem egocentrismo). Isso é uma arte muito bem vinda que se chama: não elitizar. Pois é, acho que os espertinhos que saem fazendo comentários preconceituosos contra o Cinema de ação/Hollywood não pensam nisso. Uma pena, porque perderam, surpreendentemente, um filmão. 

Sinopse: Um acordo entre as grandes potências define a redução das ogivas nucleares no mundo todo, mas os Estados Unidos, comandados pela organização Cobra, desconsideram o acerto e dão ínicio a um plano de proporções alarmantes. Enquanto isso, seguindo as ordens do presidente americano (Jonathan Pryce), o esquadrão de elite G.I. Joe é acusado de traição e, após ser atacado brutalmente, tem vários de seus integrantes mortos em combate. Agora, os poucos que sobreviveram vão contar com a ajuda do criador dos G.I. Joe, Joe Colton (Bruce Willis), para, liderados por Roadblock (Dwayne Johnson), revidar o ataque em grande estilo.

Já se mostrando ousado logo no inicio quando mata seu protagonista mocinho, G.I. JOE 2 me chocou ao mostrar que não é genérico, mas sim ambiciona algo. 
Claro, ele está longe de ser uma revolução na indústria. Ele segue aos protocolos comerciais para agradar o grande público: o humor moderninho, a trilha sonora intrusiva, glamourização de seus heróis, frases de efeito claramente planejadas e até um exagero quanto o timing da catarse. Mas tudo faz parte. Como disse, não adianta egoísmo, existem tipos e tipos de cinema e você se sairá melhor se entrar em todos eles. Esse tipo de ação trash é muito bem executado aqui. 
A parte técnica é genial - o 3D, por mais que inútil na maior parte do tempo, quando surge colabora perfeitamente com a ação. As cenas de ação são delirantes, muito bem filmadas, um domínio perfeito do visual que combinado com todo o design (os figurinos são descolados demais, isso é inegável) formam cenas impecáveis. Maior prova disso é a sequência toda da batalha nas montanhas - uma das coisas mais geniais que vi nos últimos anos. 
Melhor ainda é ver que se livraram dos atores modinha (tipo o Tattum) pra dar espaço pra gênios do cinema clássico de ação, como Bruce Willis e The Rock. Eles formam grandes personagens (e claro, também tem Adrianne Palicki *_*). 
Todos esses motivos acima já configurariam um ótimo filme. Mas vai além. É a volta do sci-fi político/conspiratório, que não dava as caras já faz um tempo. É preciso perceber, por exemplo, as semelhanças do presidente falso (e do mal) com o governo Bush: invadir outros países atrás de ogivas, mentir, ser corrupto. Tem até uma menção à Fox News (meus olhos brilharam nessa cena!!). Óbvio, é tudo metafórico, mas serve como um belo alerta. 

Resumindo: vá se distrair com G.I. JOE 2 e esteja disposto a ver seu significado e proposta. Cinema de ação é bem mais do que você pensa.

NOTA:

9 Jokers!

Trailer: