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segunda-feira, 25 de março de 2013

[Tributo] Drew Struzan e seus Sensacionais Posters


A tecnologia é algo foda, admito. Celulares, Laptops, Ar-Condicionado, Televisão, Computadores...É fantástico, acho que ninguém do século 19 poderia imaginar que um dia a humanidade poderia evoluir para algo ótimo; bem, talvez Júlio Verne já poderia ter imaginado algo parecido com isso...Mas a questão desse post, são Posters; poster's de filme basicamente.
Nos anos 70 e 80, os posters de filme não são como hoje, cheios de Photoshop, edições, e outras coisas; eram desenhados basicamente; pintados a mão os cartazes de 99% dos filmes daquele época.

Um nome conhecido, talvez para 10% das pessoas que gostam de cinema, é Drew Struzan, americano nascido no final dos anos 40. 
Drew começou criando capas para álbuns para artistas musicais conhecidos, como do Black Sabbath, Bee Gees, DawnWelcome To My Nightmare de Alice Cooper, entre outros. Apesar do talento, ainda assim ele não ganhava bastante.

Mas foi nos anos 70 que Drew começou a trabalhar com cartazes de filmes, só que eram Filmes B. Mas mesmo assim, foi ainda exatamente em 1978 que estavam re-lançando o primeiro filme (4º cronologicamente) Star Wars: Uma Nova Esperança, e decidiram chamar Struzan para criar um novo poster para o re-lançamento do filme, que foi intitulado de "Circus".










Struzan então se destacou em criar cartazes ótimos, entre eles o sensacional de Blade RunnerOs GooniesNegócio ArriscadoLoucademia de PolíciaO Filme dos MuppetsOs Aventureiros do Bairro ProbidoIlha da Garganta Cortada, entre outros, inclusive os clássicos cartazes da Trilogia De Volta Para o Futuro, e das franquias Star Wars Indiana Jones.

Resumindo, ele fez cartazes de ótimos filme anos 80, clássicos da Sessão da Tarde, e memoráveis (no caso da Ilha [...], foi o retorno financeiro...).


Mas então chegaram os anos 90 (Ha...Tempos bons...), e a manipulação digital estava sendo mais utilizada, e as artes pintadas a mão começaram a entrar em declínio. Struzan não era mais contratado para criar aqueles lindos posters que eram os trailers daquela época: prendiam a atenção do espectador, te davam vontade de assistir o filme. Agora os atores estavam na imagem mesmo, com cenários criados digitalmente e tal.
Foram poucos posters que Struzan fez, como a versão americana de Harry Potter e a Pedra Filosofal, Hook - A Volta do Capitão Gancho, e uma versão não utilizado de Hellboy (que ficou perfeito), além de algumas capas para HQs.
Somente com o lançamento da Nova Trilogia de Star Wars, que chamaram Struzan de volta (possivelmente também fará o poster do episódio VII), e ainda estavam fantásticos, ótimos, bem feitos, parecia que pegava a essência que os filmes tinham, e jogava nos posters, de uma forma que parecia épico só de ver, ficaram até melhores que os filmes, mas fora isso, o'que disse antes, é equivale as outras obras dele. Além dessa trilogia, ele também retornou a fazer o poster de Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (2008).

Drew Struzan é um ótimo pintor e ilustrador; olhar para os posters que ele desenhou é como ver os trailers "épicos" dos filmes de hoje em dia. Olhar para os posters dele, era como imaginar o filme, pensando ao mesmo tempo na trilha sonora que geralmente era perfeitamente feita por John Williams.

Struzan já disse uma vez:
-"Eu amo a textura da tinta que faz a cor do coração. Do óleo das árvores e da tela e do papel. Amo a expressão da tinta a partir de um pincel ou do carvão que mancha as mãos. O gotejamento de pintura e de umidade de água, o cheiro dos materiais. Tenho prazer na natureza mutável de uma pintura com luz da manhã ou à tarde, quando o sol se transforma em laranja pintura ou pela luz do fogo à noite. Eu adoraria vê-lo, prendê-lo, tocá-lo, cheirá-lo e criá-lo. Meu presente é para compartilhar minha vida, permitindo que outros para ver em meu coração e espírito através de tais meios tangíveis, compreensível e familiar. A tinta é parte da expressão."


Drew Struzan deveria ser reconhecido por suas artes ótimas, bem feitas e lindas, assim como John Williams por suas trilhas sonoras nos filmes. 

E mais alguns poster super fodasticos dele abaixo:

Os Aventureiros do Bairro Proibido (1986)
Blade Runner - Os Caçadores de Androides (1982) - Espetacular
Indiana Jones e o Templo da Perdição (1984)
Ilha da Garganta Cortada (1995)
Rambo (1984)
Harry Potter e a Cãmara Secreta (2002) - Tão épico e foda, melhor que o lançado
[Mais alguns posters dele, clique aqui]

quinta-feira, 7 de março de 2013

[Crítica] Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte II


O Cinema já teve muitas sagas; entre essa grande linha, poucas foram as que realmente conseguiram se firmar definitivamente nas suas páginas. A série Harry Potter, que começou há 10 anos, com um tom extremamente ingênuo e infantil, evoluiu, cresceu - assim como o seu público. Filmes passaram, diretores também. Cada um acrescentou sua visão daquele fantástico mundo de J.K. Rowling. O resultado desse crescimento? O ápice da fantasia no cinema, uma enorme obra que com certeza se enquadrará nesse seleto grupo de sagas que sempre são lembrados pelos verdadeiros cinéfilos.

Nessa última parte da saga, Harry, Rony e Hermione continuam atrás das Horcruxes, necessárias para derrotar Voldemort, que agora se encontra no poder e transformou o mágico mundo bruxo no que podemos simplificar através de sentimentos como medo e caos. É a batalha final; tudo acaba aqui.

Começando já do ponto onde havia parado, Relíquias da Morte - Parte 2 não poupa nada no quesito ritmo; as personalidades, o universo e as situações já estão muito bem firmadas - sabemos o que está em jogo. Portanto, não estranhe se quando acabar a sessão você sair com a sensação de estar anestesiado: é uma montanha russa de emoções. 

David Yates, que assumiu os três últimos da saga e fez logo os melhores, se mantém incrível. Sua direção sempre foi com um foco mais sensível e psicológico dos personagens, e aqui enxergamos seu auge. Compreendendo o universo todo já construído, o diretor prefere trazer um significado humanista para produção (longe da manipulação hollywoodiana) sempre respeitando a inteligência do espectador. Logo, em uma batalha decisiva como essa, sabemos que um diretor qualquer colocaria uma trilha sonora exaltando glória, mas Yates assume algo mais introspectivo, melancólico - as mortes são cruas, a guerra não tem glamour, apenas o impacto pesado na moralidade de nossos personagens. As pausas para vermos os protagonistas filtrando tudo o que está acontecendo dá um tom de dureza (é angustiante ver Hogwarts sendo destruída). 

Da mesma forma como ele continua com uma lógica visual impecável: em vários momentos, durante a batalha, sua câmera capta o trio principal de cima para baixo, assim a sensação passada é de extrema vulnerabilidade - eles podem morrer.
Novamente a atmosfera é sombria ao extremo (a fotografia escura e os figurinos refletem bem isso), até porque esse é o mais soturno dos filmes  - o tema morte é especialmente abordado aqui. Os efeitos especiais contém muita verossimilhança (em nenhum momento percebemos que são CGI), e logo os duelos parecem mais mortais do que nunca.
Outro aspecto impressionante é a evolução dos personagens; Hermione (Emma Watson sempre bem) e Rony não são meramente apoio, mas sim tão decisivos quanto Harry. Por falar nele, Daniel Radcliffe está realmente inspirando, longe do hesitante garotinho dos primeiro filmes. Nosso protagonista mudou, agora decidido a enfrentar o fardo imposto, e também mais idealista do que nunca - mas claro, ele continua sendo um ser humano como todos, o que confere complexidade à sua personalidade.

Afinal, o que segura Harry Potter não é "só" o fantástico e criativo universo, mas sim seus personagens; por isso Yates foi o melhor a assumir: é o que mais os compreende. Snape talvez seja o maior exemplo disso: agora com a fantástica atuação de Alan Rickman (fantástica MESMO) vemos a sua complexidade, trazendo um dos melhores arcos da série inteira, assim como uma das partes mais emocionantes - um primor de sensibilidade. Além do mais, é delicioso ver personagens como Neville e a Sra. Weasley crescendo e sendo extremamente decisivos no final.

Como ação, funciona perfeitamente, já que a tensão (muito provavelmente relacionada com a apavorante atuação de Ralph Fiennes como Voldemort) e as sequências de ação foram muito bem construídas - a extensão do duelo final foi um acerto em cheio, já que aumenta ainda mais o tom épico adotado desde o inicio. Porém, o que realmente marca é o nosso envolvimento com cada um que preenche essa história; o termo épico, na verdade, deveria ser aplicado ao escopo de emoções que o longa consegue alcançar - senão, qualquer filme de ação acéfalo poderia receber esse adjetivo. 
Cada situação, cada reviravolta e momento de catarse são compostos com muita delicadeza (Yates chega até a fazer uma referência ao Sétimo Selo!); a série cresceu, os sentimentos e os temas também. A aceitação da morte (e o medo também), a crítica ao conformismo, a sociedade retratada de forma espantosamente pessimista, para então chegarmos a conclusão que apesar do ser humano carregar muito ódio, a grande chave para tudo é o Amor - é o nosso sentimento mais nobre, e é por ele que vale a pena lutar e se sacrificar. Poético e (por que não?) utópico. 

Crescemos. O mundo colorido de Columbus se transformou nas sombras e no cinza de Yates; descobrimos que a nossa vida não é tão mágica, mas sim cercada de preconceito e desigualdade. Mas talvez o que a série inteira queira dizer é que não adianta ficar parado - enfrentar tudo isso faz parte. 

Uma coisa é mais certa: esse monumental filme, assim como essa monumental saga ficarão não só eternamente fixados como um marco cinematográfico, mas também como um marco numa legião de pessoas, seja as que permaneceram pelo gigante elo com tudo criado ou mero escapismo. O trem de Hogwarts sempre estará nos esperando. 

Obrigado, Chris Columbus; obrigado, Alfonso Cuáron; obrigado, Mike Newell e obrigado à David Yates. Mas, acima de tudo, obrigado à vocês três: Harry, Rony e Hermione. 

“Não tenha pena dos mortos, Harry. Tenha pena dos vivos; e, especialmente, dos que vivem sem amor” Dumbledore

NOTA:




10 Jokers!



Trailer: 


NOTAS DA EQUIPE:
Gustavo: 10/10
Pedro:      8/10
Rafael:      9/10
Vinicius:  10/10
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